Vida real, parte 2 - Por Beatriz R. L. Pinton

18 de abril de 2008

"Oh droga!É ele de novo...E as dúvidas surgem em minha mente,numa espécie de furacão,que destrói tudo e paralisa-me por inteiro,sem ter escolhas.Não posso dizer quem sou,mas acredito que sou eu quem o ajude nas piores horas.Oras,novamente essa maldita timidez,que me obriga a ter um diário,em que escrevo os fatos da minha vida e é inevitável que eu floreie um pouco,tornando-os mais melodramáticos ou
românticos do que realmente são.Mas sei que é apenas fantasia...porém,é difícil sair dela!E se alguém algum dia vier a lê-lo,poderia transformá-lo num filme de Hollywood,porém,não seriam fatos reais.Porque o meu “garoto-problema” não tenta abrir os olhos e pensar um pouquinho?Tentar deduzir ao menos um terço da situação e me tira dessa situação incômoda?Olho-o novamente,com um olhar furtivo ou
Jude virá me encher o saco,dizendo que estou dando olhares românticos ao desviado da escola.Ele não parece-me muito bem.Ah claro,estou morrendo de preocupação por causa da conversa que tivemos ontem virtualmente.Falou-me que havia bebido.E não duvido que o tenha feito.É o maior paspalho que já conheci!E porque insisto em ajudá-lo?De novo uma pergunta sem resposta.Ele parece estar num mundo só dele
mas esse mundo o fere.E evita que ele viva nesse mundo realista e cruel,mas a humanidade é mesmo desumana.É preciso aceitar isso.Oras,quem sou eu para falar em aceitar esse mundo capitalista?Não sou eu a garota que não presta atenção às aulas de biologia para escrever contos sobre um garoto sobre quem eu nem sei direito quem é?Ah céus!
Não poderia ficar pior!Imersa em meus pensamentos,acabo de esbarrar em alguém.A bandeja em que levava meu almoço foi ao alto e quando levanto o olhar para notar o garoto com a blusa manchada de Soda limonada,percebo que...é ele!Ele fala com uma voz rude e eu sinto que meus olhos começam a se marejar...ah não!Aqui não!E não na frente dele!"


Criado por
Beatriz R. L. Pinton (Bia),

P.S.: Obrigada Bia^^.


Cravo...

17 de abril de 2008


"Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam."

- Clarice Lispector

Aquilo...

11 de abril de 2008



Ela apenas não sabia o que sentia, abriu o caderno e começou a rabiscá-lo, rabiscava com tanta força que miseravelmente a folha se partira e as de trás, que pouco tinha haver com aquilo, foram marcadas e estragadas, sendo jogadas ao canto do quarto logo em seguida.
Esquivou-se a menina dos mimos de pelúcia sobre a cama, jogou a mochila pesada que colocara ali pela manhã, mais cedo que o normal, tendo acontecido “aquilo” e ela nem mesmo sabendo o que era o tal “aquilo”.
Sim aquilo... Aquilo de gritos escutados por todos em meio ao pátio escolar, aquilo de uma lagrima lhe escorrer o rosto mesmo nunca chorando perto de desconhecidos, e nem de si mesmo, não tinha motivos para chorar não é mesmo?
Aquilo de sair por aquele portão que a pouco entrara e se sentir perdida, mesmo sabendo que em alguns passos, em menos de quinze minutos, estaria em casa novamente.
Isto era aquilo que ela sentia sem sabe por que razão ela estava exatamente sentido aquilo e isto não fazia a mínima razão!?... Isto era aquilo que fazia ficar fora de si e mandar todos a sua volta explodirem como explodia aqueles sensações dentro dela.
Aquilo que fez ela simplesmente correr por entre a cidade vazia devido ao horário e ver que nem ali, nem por um segundo, nem por um milésimo dele, conseguia entender o que sentia.
Não tinha razões tinha? Era tudo perfeito... A vida perfeita, a família perfeita, os amigos perfeitos...
Amigos, oh sim ela gritara com sua melhor amiga em meio à multidão, com certeza deveria estar odiando-a por isso naquele momento, somente por causa do “aquilo” que ela não sabia e assim baixinho amaldiçoava “aquilo”.
Se sentou em frente á praça, ninguém lhe incomodaria naquela hora, criaria coragem de descer para casa e simplesmente se esquivar das pergunta das mãe, ela entenderia a menina não estar na aula, não fazia isto com freqüência, na realidade pensando por aquele momento, ela nunca fizera. Vidas perfeitas não podem ser abaladas e nem os planos desconstruídos, não é mesmo?
Mas naquele momento, aquilo pouco importava, aquilo se quer chegava a seus pensamentos... Aquilo era apenas um lapso de realidade que lhe vinha na mente perdida em confusões.
Parecia que os momentos de pensar naquilo, passaram rápidos e pouco a pouco a cidade acordava, o sol já parecia mais forte e as pessoas mais curiosas, assim apenas jogou a mochila ao ombro e caminhou até a casa, tocou a campainha, por um milagre o portão estava fechado, deu um leve “oi” a mulher que já se concentrava no computador a sua frente, trabalho obviamente, assim tirou os olhos do monitor e olhou estranhando a atitude da menina que até aquele dia, fora garotinha perfeita.
Nenhuma palavra veio e talvez aquilo mostrou a mulher que era melhor não perguntar e apenas entender, decifrar e descobrir, ou não, era simplesmente fazer como sempre, concentre-se em algo e esquecer do resto, muitos utilizam esta técnica.
E ali em seu quarto marcado por bandeiras de países e um grande mapa-mundi a mostrando seus sonhos lhe dava uma certeza a menina de olhos marejados, se sentia presa e nem sabia porque..
OS desenhos lhe pareciam mais como rabiscos, as musicas como barulhos irritantes e as escritas como “histórias ridículas” que devem ser jogadas ao lixo e assim fez, e logo após apenas se jogava ao travesseiro como aquilo fosse ir embora se fugisse ao mundo dos sonhos.
Pessoas ligadas a razão nem sempre conseguem fugir e entender estas confusões, mas parece que em meio a indagações lhe deram uma trégua e tão rápido quando os olhos normalmente arregalados e que notavam cada mínimo detalhe da Vida estavam fechados e perdido no mundo dos sonhos, mundo o qual ela poderia fazer e controlar mentalmente e decidir suas próprias conclusões.
Acordou, a mãe estava ali e isto a assustara, mas foi rápida, avisava que alguém estava á porta, num escutou o nome ainda sonolenta, apenas caminhou até o portão, ali em face alva e de cabelos em um ruivo-castanho estava ele, com aquele sorriso decidido, olhar ingênuo e um ar... Uma alma... Livre!
_Não achou que ia lhe deixar sozinha né?
Não que fosse novidade ele ter matado aula, não que fosse novidade se encantar por aquele rosto, mas realmente era novidade algo sim. Era novidade algo que estava sentindo, era novidade, aquelas supostas asas que lhe foram concedidas naquelas simples palavras como se ele lhe desse a liberdade que vem naturalmente estampada em sua alma, era novidade aquilo que sentia naquele instante, afinal... “Aquilo” acabava de partir!

A carta.

7 de abril de 2008


A.njo
Eu tentei, mas duvido que algum dia realmente se perguntou se eu realmente tinha algo para falar que não fosse por sinal, completamente patético e digno de pena.
Não sou tola e, ou se quer uma boba apaixonada, não vou simplesmente dizer que morrerei e por muito menos chorar horas piedosas por causa disso, apenas lamentarei, do mesmo modo que começou acabara rápido e leve como uma brisa.
Sei que nunca fui algo que muitos podiam chamar de ‘agradável’, palavra que pode ter varias definições, mas apenas um significado, e em todos os sentidos amplos que esta palavra possa ter, mas... Juro que por horas imaginei você, mesmo brigando comigo mesmo, esclarecendo a minha mente que havia falado que nunca mais faria isso.
Não iluda a mim mesmo, não te amei, num teria tempo para tanto, mas me encantei e isto já vem de longa data e talvez fosse por muito tempo um prêmio, afinal, amor é um bem mais precioso existente e talvez isto, pouco provarei em minha vida futura e esta pequena amostra do que Platão inutilmente falou, me foi de completo agrado.
Eras um anjo e eu apenas uma observadora, eras belo e encantador, e tamanha foi á surpresa ao saber que como em tantas vezes me enganei, pré-formulando algo que em minha obscura mente criara, se lhe digo que é melhor assim, nem se quer me conhecendo, aposte nesta crença, estou apenas fazendo o melhor o que minha consciência acredita, em sua fé inconstante e indecifrável.
Aqui apenas me despeço de ti, com um sentimento de que apenas uma semana poderia significar mais do que muitos meses e que um ano a observar foi melhor do que um segundo a se realizar.
Poucos me compreenderão, mas tudo bem, não é novidade! Apenas por alguns segundos, quando nada mais se recordar... Recorde! Recorde de apenas um vulto negro a passear pela dimensão, um vulto que se lembrou de ti.
Um adeus a ti, meu anjo...
P.C.

Procura-se um amigo!

4 de abril de 2008


Sim, ela sabia, estavam certos quando diziam aquelas palavras duras a ela, ela que sempre falou e se pôs a fingir que sabia de tudo e que era forte o bastante para enfrentar isso, agora merecia escutar aquelas benditas palavras. Merecia escutar que estava errada e que aquilo nunca mais aconteceria.
Não veria o rosto dele em mais nenhum e nem sua voz em mais nenhum timbre, não poderia voltar no tempo e impedir que ele se fosse, que ele partisse e aquela promessa “Vou estar sempre contigo” fosse provada uma tola ilusão, sim ele não tinha culpa,e nem ela, mas ela tolamente o culpava em vão, ele tinha culpa de não estar ali, com ela.
Ela sabia que nunca sentiria aquele abraço e aquele cafuné que somente ele fazia quando ela se deitava em seu colo, não veria os olhos dele com aquele brilho contagiante como se fossem olhos de uma criança.
Ele não mais a buscaria na porta do colégio e levaria até o portão de sua casa ou na rua mais próxima que pudesse chegar, sim, ele não mais secaria suas lagrimas e não lhe tiraria o cabelo da frente de seus olhos.
Ninguém mais seria tão verdadeiro e confiante, ninguém lhe prometeria mais fazê-la rir a qualquer custo, a ninguém mais ela conseguiria fazer o que não fez por ele.
Ela tentara, eu juro que ela tentara, mas a menina de olhos amendoados não tinha mais escolhas a não ser uma crua esperança.
Não mais seria vela e ajudaria ele nas complicações amorosas e nem se quer riria de suas piadas sem muita graça.
Não escutaria musicas que não gostava e diria que era interessante só para agradá-lo ou diria que ele era mais bonito que um galã de cinema, mas ainda sim ela tentava.
Não mais o teria, isto a vida já deixara claro, não mais enxergaria o por do sol como antes visto com ele.
Mas ainda sim, ela não desistia, afinal se Pandora conseguiu fechar a caixinha dos males do mundo a tempo de o mal que exterminaria com a esperança sair, deve ter um motivo, não é?
E assim a cada dez meses ela tenta, mesmo falhando na maioria das vezes. Assim ela já o tem apenas no coração e queria pela primeira vez naquele por do sol enxergar outros olhos que não fosse os dele em sua mente a assombrando e naquele instante ela resmunga ao vento como se fosse seu maior correspondente.
_ Procura-se um amigo!
Porém, ele nada respondia.

2 de abril de 2008



"Os cabelos não são ruivos e as sardas não existiram, ela não é baixinha e nem branquela, mas por um segundo, ela esquece de tudo e não se vê, e ali era o que queria... Por um segundo tudo que ela vê são letras e papel em branco, um outro mundo e nele? Bom nele é ela que controla!"

Bom Abril a todos!!!

 
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