Vestido de Noiva,

18 de setembro de 2008




"Liberdade é pouco...
O que desejo, ainda não tem nome!"

[Clarice Lispector]




Vestido de noiva.



Os dias passavam rapidamente em um ritmo acelerado, descompassado, incomodado... Os olhos dela apenas se retorciam alguns segundos quando se chocava em tais pensamentos, tola, era isto que sempre seria? Resmungou em um suspiro cansado, quando mais uma vez batiam ao portão, um homem, de ares cruéis e dominadores, onde os olhos verdes chocavam com a pele morena, do mesmo modo que as flores brancas chocavam com o sorriso malicioso de seus labios, o odiava, e isto bastava para que ela apenas sentisse uma pontinha de medo quando o pai a descer as escadas lhe ordenou para abrir a porta, já que as criadas estavam ocupadas.


Quiz dizer que não, contrariá-lo com todas as forças e correr para seu quarto, se trancar e passar ali a tarde inteira, lendo romances tolos, onde a mocinha, loira, ingenua e meiga se deliciaria em uma tarde de cheiro de margaridas, onde em apenas um olhar distraido encontraria-o e sem pensar ou meramente duvidar se jogaria em seus braços e viveriam felizes para sempre.


Sim era apenas tolice agora, suspirou amargamente enquanto abriu o portão e viu ele lhe beijar a bochecha intensamento sobre olhos vigilantes de seu pai, que meramente sorriu, não poderia escolher esposo melhor a sua menina?!


Ela talvez poderia discordar, algo nele sempre lhe causava arrepios, era obvio, apenas a certeza de um casamento arranjado, e um futuro, onde sua vida seria quem sabe, com muita sorte ter filhos e cuidar deles, enquanto o marido tivesse na rua com suas amantes? Não poderia esperar destino pior, a simples idéia de uma aliança em seu dedo ou aquele corpo em sua cama poderia lhe dar nauseas, como se uma grande fortemente a apertasse contra qualquer idéia e ideal que pudesse ter adquirido.


O pai culpava os livros, dizia que a mãe, no momento ocupada com as orquideas do jardim, havia dado mimos demais a garota e idéias que petulantemente não lhe serviam para nada, que o que realmente importava era a conveniência e um futuro certo a ela, com alguém digno o bastante para proporcionar a ela filhos que honrariam as duas familias, e com o tempo, aprenderiam a se respeitar. Agradeceu mentalmente ao pai, por pelo menos não lhe mentir dizendo que se amariam, sera que se aprende a amar? Acreditava que não, era algo sempre repentino nos livros.


Ele lhe ofereceu as flores e quando este, em um sorriso descompassador tentou lhe segurar as mãos ela esquivara como sempre, nunca havia o tocado, não permitia tal opressão, e quando revelado isto ao pai, ele apenas falara que depois do casamento as coisas mudariam, que ela ainda era uma menina que em menos de um mes, tempo para a cerimonia, se tornaria uma mulher. Podia se notar a aflição do homem ao dizer isto, por mais preocupação com o futuro de sua filha e felicidade de ter arranjado um dos melhores partidos da cidade, o simples fato de ver sua criança virando mulher era algo quase insuportável para qualquer pai, principalmente a ele que passara dias velando seu sono.


O dia passara rapidamente e demoradamente, em meios e ações, as conversas eram monotonas e repetitivas, negocios com o pai, mas sem intromissão dela, o pai falava que isto não era para ela e ela realmente se indignava porém não ofereceria tal desonra a familia, e oras sobre livros, as unicas conversas que passavam rapidas e quase prazerosas em sua opinião, porém, logo viam os arranjos de casamento e novamente o claro teor de que alguns minutos poderiam parecer anos.


Deixara os arranjos ao modo da familia do noivo, eram duques ou algo parecido, titulos que lhe transbordavam sorriso quando pequena agora os tiravam, pouco se importava, sabia que os simples sonhos que tivera quando mais menina pouco importariam, sem o cavaleiro digno de suspiros que acreditou um dia virar seu marido, o tipico principe encantado de ares gentis e estonteantes.


O ar de todos estava inebriado pelo fascinio da festa, a mãe pelas provas do vestido que ela gostara, só talvez não pudesse acreditarq ue fosse importar muito, levando em consideração de que quem abriria os botões de pérola após a festa seria ele.


Os dias voavam, a primeira impressão tida e dos comentários de Don Juan dele apenas lhe causava a simples duvida e angustia, seria ela uma mascara para as conquistas dele depois, porque ele por algum motivo, ja que se deitava com as mais belas mulheres da corte, aceitaria o casamento? Sera que por trás de ares tão crúeis ele também estaria sendo obrigado? Sera que a acusaria disso e também viveria infeliz? E ela, aguentaria tal prisão?


Eram estas duvidas que ela tinah a cabeça quando vestia o belo colar de esmeraldas sobre o vestido alvo ja posto ao corpo esguio, se encarou ao espelho, parecia as tais mocinhas de seus livros se não fossem duas diferenças, os cabelos eram castanhos e o sorriso que tanto descreviam em linhas e mais linhas, era inexistente.


Ouviu a porta bater, deveria ser sua mãe a procura de saber se ja estava pronta, permitiua entrada, porém tamanho foi seu choque ao ver que pelos mesmos olhos verdes e pele morena, estava ele, o sorriso era bonito, não tão malicioso e cruel como das outras vezes que olhara, mas ela apenas se permitiu passar o choque e gritar, o mito do azar caso o noivo visse a mulher em vestido de noiva antes da cerimonia, ja tinham azar demais, precisaria de mais supertisções? Resmungou em um ar irritado, tentando lhe mandar sair... Ele a ignorou com o mesmo olhar que antes lhe causava calafrios e cruzou o caminho em meros segundos a pegando nos braços e com a mãe forte fazendo ele a olhar nos seus olhos de cor agora indecifravel, alguns tracinhos alaranjados e outros azuis podiam ser vistos.. Mas aquilo não a chocou tanto quanto um nivel de energia que lhe passou aquele toque, cada pequeno centimentro se fez arrepiar e antes de qualquer denuncia o obrigando a se distanciar ele a pressionara mais com um simples sorriso.


_Acredita em superstições? vestidos de noivas pouco significam pequena, quando a no minimo um segundo de singela vontade de realizar o que ele significa...


Na realidade pouco conseguia prestar atenção no que ele falava exatamente e realmente mal, podia acreditar, que ele também se sentia meio zonzo, seria pecado alguém lhe encantar tanto?


_Lhe vi pela primeira vez, não tinha nem quinze anos, era um brilho vital que passava por você que me dominou... Era livre, era uma simples fumaça brilhante que eu não poderia aprisionar e nem me atreveria, eras bela livre do jeito que era. Vi sua ingenuidade e meiguice aflorarem e vi para o meu mais puro terror, homens a olharem. Tentei me aproximar, mas parecia preferir claramente aqueles tolos que se faziam de principes a sua frente, mas que nunca enxergariam a sua realeza, no entanto era eles que tu observava tão atentamente. Quando teu pai em discurso com meu irmão disse que lamentavelmente ja seria a época de lhe oferecer a mão, mal pude acreditar, era a única chance que eu tinha de me fazer presente. Aproveitei pela primeira vez a influência de meu prestigio e me aproximei, travei negócios e sim, inferiorizei qualquer candidato que pudesse te ropubar de mim. me vi fazendo exatamente o que me controlei todo este tempo a não fazer, estava prendendo seu brilho.


Era tantas noticias, ela parecia meio abobalhada e perdida, o que estava acontecendo? Cada frase dele um novo impulso, mais uma vez alguém batia a porta, porém apenas foi ignorado por ele que continuou.


_Tentei lhe esquecer mais do que pude, mas acabava virando apenas uma conquista sem valor, sei que é errado, e que ainda peco por ter levado tão longe isto, a estar aqui, linda sim como sempre, mas sem seu sorriso, sem seus olhos de chocolate tão quentes quanto eram antes e sem se quer a liberdade que tanto apreciei em ti. Tirei algo que não tenho direitos, nunca serei teu portador e pouco realmente quiz isto. Sóq ueria estar no lugar que nunca estarei... Mas me perdoe, se te assutei ou simplesmente te tirei a chance de conhecer seu principe encantado que tanto sonhou, eles aparecerão, sempre a de existir cavalos velozes que o trarão até você... não se preocupe, colorei a culpa em mim mesmo, sua familia não ira se denegrir ou ser desonrada.. E...


Ele ja se retirava, a arrogancia que ela notava em seu jeito, ainda estava presente, mas agora não era mais este nome, e sim uam fortaleza que ela ultrapassara e muito além de ser salva por um principe em um cavalo alado, ela havia sido uma guerreira e salvado um coração? Eram tolices mais uma vez, mas pouco importava.. Aquele choque, realmente era igual a de livros tolos? Livros tolos que ela tanto amara? E se isto era tolice, céus, ela amaria também ser assim.. uma tola.


Sem pensar duas vezes segurou sua mãe e sorriu, o mesmo sorriso de desde tal artimanha lhe havia sido roubado de sua face, sorriso qual o enfeitiçou, ele apenas pode ficar por ums egundo desprevinido com tal ousadia e depois... Oh sim, mesmo com ares escandalizados de verem os dois sairem juntos para o altar, deixando claro que o mito do vestido havia sido deixado em descrença, eles entraram e seguiram o tapete vermelho coberto das mesmas rosas brancas que ele tanto a levou, porém, o que mais lhe atraia, eram as mãos dele fortemente e calorosamente nas suas e aquele cheiro.. Cheiro de margaridas... o memso cheiro de tolos livros.


Não, ela não se casara com um principe encantado, nem mesmo era um guerreiro e portador de um cavalo veloz, ele realmente não era o homem mais romantico e nem se quer a idolatrava, era apenas ele, um homem de face forte e muitas vezes ironica, tinha traços brilhantes e a fazia rir, e muito além de um altar, lhe dera o amor... a amava, a desejava e sempre estaria ali, em tolas frases de Felizes para Sempre nunca podeiram ter feito tanto sentido. Não era um principe, mas era realmente o seu rei... E de certo sem qualquer residuo de superrstição, afinal aguem ousaria chamar de azar ele a ter visto de vestido de noiva? Ela acreditaria que não!

Olhos de Diamante.

6 de setembro de 2008




_Porque algumas coisas podem mudar e o futuro aos poucos apagar, mas outras, nunca!


Tentei me convencer, mas não me render... Era tão claro e cegante quanto um brilho de diamante. Que se realmente parar para pensar, poderia ver em tal brilho seus olhos, qual o céu tempestudoso refletido nas facetas misteriosas de uma pedra lapidada teriam o mesmo valor... brilham tanto quanto! Aquele ar de menino, aquele sorriso travessos, aquele nosso mundo perfeito?! Tudo foi massacrado em um futuro incerto, em duvidas e em decepções cruéis, então porque não posso te tirar de mim? Questinei a vida, questionei aos céus... Não me responderam e nunca responderam, sei disso, porque não poderiam mentir! Ao interpretar quando passo por ti, e fingir que nem ligo, é um jogo de dois lados negativos em que ambos perdemos e que ainda perderemos. Sei que estou errada de te procurar, sei que muitas podem te render sonhos durante a noite e que um anel de ouro logo estara em seu dedo, mas não consigo...Me desculpe por estar aqui, e me desculpe por não querer ir embora, mesmo sabendo que é melhor ir. Lhe amo e é só!_

 
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