1 de abril de 2011
Isto está errado. Ela afirmava, suplicava e, acima de tudo, se condenava. Ele apenas a olhava, sabia das dimensões tanto quanto as maiores ponderações que ela pudesse ter, mas... Sempre haveria um mas quando as peles deles se tocavam. Foi apenas um olhar que começou tudo isso, dizia a si mesmo, ela naquele balcão sobre o rubor de ter sido flagrada, ele com uma fome que surgiu do nada e até aquele instante só aumentava. Sem motivo, sem explicação, sem biologia o bastante para esclarecer.Um gemido quase felino escapuliu dos lábios pintados, as mãos que o afastavam se perderam em sua nuca e as dele se tornaram mais possessivas. Possessivida de algo que não o pertencia, mas, naquele instante, do que importava? Ageis e macias trassavam o caminho a que ambos queriam, por apenas mais algumas horas até a consciência voltar. Afinal, a infeliz, ao final da noite, sempre voltava.
