Dois mundos;

8 de fevereiro de 2009



Quando percebi, eu já fluía em frases e orações.
Não sei quando começou e se um dia acabará, era estranho e inquietante... Palavras me pareciam um santuário onde minha mente orava todos os dias.
Imagens resplandeciam continuamente em histórias que eu nunca vivenciaria, e o pior, era saber que certamente tudo me completaria como nada um dia conseguiu.
Vivo em dois mundos ao mesmo tempo, e neste segundo ele se torna em outras centenas e acaba virando o primeiro.
_E o primeiro anterior? Me perguntaria o poeta. O primeiro, aquele real de vidas perfeitas que se reclamam, acaba virando um ator coadjuvante em um filme de bilheteria fraca.
Sei que isto se mudará plenamente de cabeça para baixo mais uma vez a qualquer instante, e rogo para que seja rápido. Nada como um sonho na realidade para lhe deixar mais tentadora do que a ilusão.
E assim, mesmo que em pessimismos, que faça pensar que na verdade, a própria realidade é uma ilusão inventada por ti em horas de desespero, não o ignore, é verdade. Mas do mesmo modo, o otimismo se lhe der força, vai rebater alegando uma simples questão “E dai? Importa-te que seja uma ilusão enquanto vive ela?”
Reclamarei e chorarei mais tarde se uma hora ela acabar.
Ainda sim, terei as frases e orações como compania, e os outros mundos para tomar conta. Ainda sim, sei que a inspiração do sonho real se fará presente em cada parágrafo e anotação, e esperaria, mais uma vez onde as feridas da desilusão passasse, ou quando a realidade lhe obrigasse ignorá-las, mais uma vez ocorreria aquela troca.
E que o primeiro se torne o segundo e que o segundo se torne o primeiro, e se revezem até que não agüentar mais, e me decidir por um sanatório... o que importa, ambos são o mesmo divididos pela suave linha de um caderno e uma mente criativa e ilusória.

 
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