21 de julho de 2008
"Um dia me perguntaram o que eu faria quando crescesse, em resposta eu resmunguei, fiz birra, chorei e lamentei; seriamente me sentia injustiçada e enganada, pode ser que um pouquinho disso ainda esteja em mim, e se me chamarem de ‘rebelde sem causa’ será uma completa injustiça, afinal, com certeza e sem sombra de duvidas alheias eu tenho uma causa, e ela é plenamente concebível.
Esta tal causa tem cabelos ruivos e veste uma roupa surrada verde, que por acaso, nunca sai de moda, tem olhos castanhos e uma pele clara, os pés a maior parte do tempo estão descalços e realmente num deve ter mais do que poucos anos aparentemente de vida, o sobrenome começa com P e incrivelmente o nome também, me falaram uma vez que tal cara ai o inventou, mas isto é bobagem, ele é um ‘garoto perdido’ que defende a Terra do Nunca do capitão Gancho e outros vilões mal encarados, e este lugar... Ah sim, este lugar é incrível, sabe por quê?
Nele as crianças não crescem e assim, em olhares brilhantes e sorrisos de chocolate sempre tem algo que a muito tempo foi perdido, a esperança de não ver o que realmente acontece por trás dos castelinhos e perceber que reis e rainhas não existem, e que com certeza, príncipe encantado, só se for os de comédias animadas, que a abóbora no máximo serve para um gostoso doce e que ratinhos podem ser bem nojentos, mas mesmo assim, mesmo em tais promessas... O tal Peter não apareceu! Algo deve ter dado errado, ou aqui talvez fosse longe demais para ele voar?!...
Ta bom, sei que não é isto, infelizmente o tempo passou e ele num vai aparecer, e não foi por que a Sininho não tinha pozinho suficiente ou outro motivo tolo, é simplesmente, sim... sim, em teorias concretas, o tempo não foi feito para parar e que sim, ele passou!
Não vou poder ficar em casa assistindo desenhos animados, não vou ter mamãe resmungando com a professora me defendendo e nem me ensinando o abecedário, os meninos não vão puxar meu cabelo e saírem correndo e nem vou ter aquelas promessas eternas de amizade em um laço de catchup, e minhas bonecas vão ficar velhas e certamente meu ursinhos empoeirados, não vou fazer mais coraçãozinho no papel e nem mesmo ficar sonhando acordada em plena duas horas da tarde, mas sabe, sei que irei perder muitas coisas e, que talvez minha ingenuidade e esperanças já estejam partindo, sei que o Pan não vem e que vou ver muita ‘coisa feia’ de agora para frente, mas algo, lá no fundo, me diz que não adianta reclamar ou simplesmente fazer birra e chorar, não adianta tentar parar o mundo com as mãos por que ele realmente não vai parar e no máximo iremos nos enganar e perder algo, como percebe extremamente valioso... O tempo!
Mas ta bom, tive meu tempo e o aproveitei ao máximo, a cada segundo, e se ele passou, uma certeza pelo menos eu tenho, sim eu o usufrui e muito, e assim, já que minha tarefa por hoje esta pronta e a campainha não para de tocar vou lá atender, afinal, em cabelos ruivos e olhos castanhos, em uma camisa verde listrada acima da calça jeans esta ele, a roupa talvez saia de moda algum dia e pode ser que ele também, ele realmente não é um príncipe, mas neste instante, junto a um parque de diversões ou cinema que em seus braços me confortarão como um castelo, naqueles olhos que me dão a confiança de um rei, a sensibilidade de uma rainha... E junto a também um belo doce de abóbora, junto os itens de certa criança, que sempre existira em mim e acendo meus olhos em uma luz que foi, sim, junto a Peter e tantos outros ídolos eternos, que ainda me deixaram algo em mim, talvez não seja bem do modo que era explicado, mas de um modo ou de outro, eu acabo encontrando minha própria Terra do Nunca."
Esta tal causa tem cabelos ruivos e veste uma roupa surrada verde, que por acaso, nunca sai de moda, tem olhos castanhos e uma pele clara, os pés a maior parte do tempo estão descalços e realmente num deve ter mais do que poucos anos aparentemente de vida, o sobrenome começa com P e incrivelmente o nome também, me falaram uma vez que tal cara ai o inventou, mas isto é bobagem, ele é um ‘garoto perdido’ que defende a Terra do Nunca do capitão Gancho e outros vilões mal encarados, e este lugar... Ah sim, este lugar é incrível, sabe por quê?
Nele as crianças não crescem e assim, em olhares brilhantes e sorrisos de chocolate sempre tem algo que a muito tempo foi perdido, a esperança de não ver o que realmente acontece por trás dos castelinhos e perceber que reis e rainhas não existem, e que com certeza, príncipe encantado, só se for os de comédias animadas, que a abóbora no máximo serve para um gostoso doce e que ratinhos podem ser bem nojentos, mas mesmo assim, mesmo em tais promessas... O tal Peter não apareceu! Algo deve ter dado errado, ou aqui talvez fosse longe demais para ele voar?!...
Ta bom, sei que não é isto, infelizmente o tempo passou e ele num vai aparecer, e não foi por que a Sininho não tinha pozinho suficiente ou outro motivo tolo, é simplesmente, sim... sim, em teorias concretas, o tempo não foi feito para parar e que sim, ele passou!
Não vou poder ficar em casa assistindo desenhos animados, não vou ter mamãe resmungando com a professora me defendendo e nem me ensinando o abecedário, os meninos não vão puxar meu cabelo e saírem correndo e nem vou ter aquelas promessas eternas de amizade em um laço de catchup, e minhas bonecas vão ficar velhas e certamente meu ursinhos empoeirados, não vou fazer mais coraçãozinho no papel e nem mesmo ficar sonhando acordada em plena duas horas da tarde, mas sabe, sei que irei perder muitas coisas e, que talvez minha ingenuidade e esperanças já estejam partindo, sei que o Pan não vem e que vou ver muita ‘coisa feia’ de agora para frente, mas algo, lá no fundo, me diz que não adianta reclamar ou simplesmente fazer birra e chorar, não adianta tentar parar o mundo com as mãos por que ele realmente não vai parar e no máximo iremos nos enganar e perder algo, como percebe extremamente valioso... O tempo!
Mas ta bom, tive meu tempo e o aproveitei ao máximo, a cada segundo, e se ele passou, uma certeza pelo menos eu tenho, sim eu o usufrui e muito, e assim, já que minha tarefa por hoje esta pronta e a campainha não para de tocar vou lá atender, afinal, em cabelos ruivos e olhos castanhos, em uma camisa verde listrada acima da calça jeans esta ele, a roupa talvez saia de moda algum dia e pode ser que ele também, ele realmente não é um príncipe, mas neste instante, junto a um parque de diversões ou cinema que em seus braços me confortarão como um castelo, naqueles olhos que me dão a confiança de um rei, a sensibilidade de uma rainha... E junto a também um belo doce de abóbora, junto os itens de certa criança, que sempre existira em mim e acendo meus olhos em uma luz que foi, sim, junto a Peter e tantos outros ídolos eternos, que ainda me deixaram algo em mim, talvez não seja bem do modo que era explicado, mas de um modo ou de outro, eu acabo encontrando minha própria Terra do Nunca."
