Felicidade Momentânea,

28 de agosto de 2008

"Encarou a imagem la fora, tudo ia muito rápido, a velocidade do automovel mesmo baixa lhe emitia uma visão sem sentidos, tudo ia desconexo, não sabia exato o por que, além das imagens que se formavam no asfalto intensificadas pro sua imaginação, e de certo nem se quer havia motivos, havia? Mas sorrisos surgiam nos labios carnudos, este se moviam em um dança particular cantando melodias ao ultimo tom, embalos sonoros que se confundiam a dança que o coração batia, talvez um ritmo carnavalesco brasileiro ou de tambores japoneses, mas não era no entanto,apenas, singelos batimentos... De algo sim, sem motivos, mas com conclusões, sem argumentos, apenas respostas! Ela, aquele ser de olhos amendoados, estava feliz e pela primeira vez, não precisava de motivo, nem por ques... Era apenas... Felicidade!"

"E ele sorria"

23 de agosto de 2008


"Não sou poeta! Não sou se quer tão lunática quanto queria, nem se quer tão sonhadora quanto deveria, apenas em entrego a ilusões, e saudades. Saudades de coisas não acontecidas e momentos despercebidos, de amigos não existentes e risadas contentes, mas que não foram soltas ao ar e ficaram apenas no pensar. Saudades de abraços complacentes e mãos dadas desajeitadamente, mas que não, estas cenas não existiram, não...”eles” não existirão! Tento me convencer,que é apenas uma ilusão, era tudo que eu tinha... certezas irreais, mentiras e remorsos, e até brigas imaginarias, de pessoas inexistentes, cenas inconvenientes e questões de dias impertinentes, onde “e ele ria” virava uma mantra, e eu apenas perdia-me pouco a pouco, na sabia como fugir, não sabia como voltar, era apenas um entregar sem entregas, apenas um sonho sem dormir, muito além de amigos imaginários e muito menos do que amigos reais, apenas ilusões, personagens sem um papel, apenas crenças tolas e esperanças vãs.. Apenas um nada e um tudo, apenas isso.. Apenas aquilo!
Não importava e nunca importou, a sanidade faltava e a vida dispersava, o que faria? Pelo que lutaria? Não havia como encontrar nossos dedos, não havia como ver a cor de seus olhos sem fechar os meus e não tinha como acreditar em anjos sem ver suas asas, ilusões.. Eu sabia que eram, mas o que faria? Não poderia me obrigar a esquecer, afinal só assim lembraria, e muito menos a não crer, tinha esperanças de um dia acordar e muito além dos sonhos algo se realizar, vãs esperanças.... Mas por quanto tempo, questionou a razão, eu simplesmente fechei os olhos e o vi mais uma vez, apenas uma certeza, apenas mais uma incerteza, era tempo indeterminado, apenas um erro de quem era amado. Um sonho, a razão defendia, um pesadelo o coação reagia, tanto faz e tanto importou, apenas não podia parar agora, depois de anos a vagar era um luta sem par, sem erros e colisões, apenas amigos imaginários, apenas mentiras incompletas, não, era apenas um dia, não era apenas um querer ou não, mas não tinha mais o que pensar, me machucar era tolo, não tinha porquês, era melhor dormir..era melhor sorrir, e deixar para la, um dia.. Oh sim um dia as coisas iam mudar, por enquanto me perdia, e sim, e “ele sorria”. "

Melhor não entender, melhor esquecer.

17 de agosto de 2008





"... È estranho sentir saudades de algo que nunca existiu, é estranho se importar mesmo sem pensar, e apenas como tudo, é diferente demais para se compreender e ao fim, querendo apenasse esquecer."


Janelas Brancas,

7 de agosto de 2008


"Tinha as janelas, eram brancas e de madeira, continha a pequena bancada a frente que daria ótimo lugar para as flores azuis e acima do segundo andar estava, não precisava ver mais nada, era como um expresso recado afirmando que era a casa perfeita. A vista era para um pequeno farol, em uma cidade pequena, o homem de face enrugada contraiu a testa, avisava com sua voz roca que teriam barulho demais durante a noite, mas a filha não o escutou, e sendo a primeira casa entre as variadas que visitaram incansavelmente durante o mês que ela gostara, optou em apertar a mão do homem que sorria contente pela venda, fazia certo tempo que a casa estava vazia, coisas tolas... Era o que o homem dizia.
Passando a mão agilmente pelos cabelos da filha lhe concluiu a resposta, que em sorrisos satisfeitos corria por entre o chão de madeira que logo começava com seus rangeres, mas não, aquilo não tinha importância para a menina de longas tranças loiras.
Rapidamente desciam as escadas e o vendedor apenas lhe deixava as chaves, poderiam que se mudar quando quisessem e assim rapidamente o fizeram.
As cortinas mudaram de cor, era preferível um tom mais claro, as paredes ainda continham o branco envelhecido, talvez se sobrasse dinheiro no fim do ano, quem sabe concluiriam a reforma da casa, que recebeu os móveis e a decoração bagunçada que apenas uma criança poderia proporcionar e que a mulher de grosso avental já manchado pela calda de chocolate das panquecas que se podia sentir o aroma, corria atrás tentando manter a ordem, concordara com a compra da casa, ver o rosto da filha todas as vezes que se sentava naquela mesma janela que a encantara de inicio e ver o sorriso que na face da menina se transformara era completamente recompensador, mesmo com alguns problemas na energia da casa, aquelas lâmpadas piscavam demais. Quem sabe depois da pintura trocassem a fiação, esperanças... Era tudo que precisavam e a menina os dava com seus rodopios alegres em seu quarto, e foi nestes rodopios sozinha durante uma brincadeira que ela subiu as escadas de seu quarto e chegou ao segundo andar, encarou sua janela, estava aberta, foi a direção desta, se equilibrando por entre a parede para poder ver abaixo onde um carrinho de sorvete passava chamando as crianças, mas a janela foi fechada subitamente, o que assustou a garotinha se distanciando, deveria ser o vento... E assim, logo vendo a noite se aproximar, após o jantar se aninhou sobre os cobertores vendo a mãe lhe contar um conto, era um de príncipes e princesas, os mesmos contos que a menina tanto gostava, motivo estes até mesmo ter escolhido a tal casa de janelas brancas, e assim antes mesmo de terminar a menina já dormia tranquilamente e sobre um beijo de boa noite a mulher deixou a criança.
Os trovões deram um ar sombrio, e os galhos de uma das arvores resistentes a urbanização da pequena cidade batiam na janela, não era preciso muito, assim a garotinha já despertava com os olhos arregalados, mas mal poderia acreditar, quando ao encarar sua amada janela havia uma garota, de uns quinze anos, com cabelos encaracolados lhe sorriu.
_Relaxe.. São só trovões.
_Quem é você?
_Não importa mais..
_Ela se levantou e caminhou em direção da menina, o que fez a pequena se apertar entre o cobertor, mas a menina apenas sorriu angelicalmente, e lhe explicou claramente que os tais motivos bobos eram que ela havia morrido ali, de uma forma em puro eufemismo qual a garotinha não se assustou e que desde então, quem tentava comprar a casa acabava desistindo, ou por não se sentir bem ali ou simplesmente por alguns “probleminhas da casa”.
_Mas por que ta me dizendo isto? Quer que eu vá embora?
_Não! Ai que está... Finalmente vou embora e alguém precisa estar aqui.
A menina não entendia, deveria ser um sonho e sim, ela realmente acreditaria que havia sido apenas isto quando acordasse, um sonho bom que tivera na infância, mas ainda sim, sempre se lembraria da resposta da garota quando ela perguntara porque ela podia ficar.
_Estava esperando alguém que acreditasse... Em janelas brancas de princesa... Em contos de fada! "

Graça sem graça?!

3 de agosto de 2008


O dia era morno, daqueles que o ar nem é sentido e a temperatura parece ceder a qualquer alegria, ou é frio ou é calor, mas não... Era morno para mim, sempre seria! Não gostava de tempos nublados, parecia que o dia estaria destinado a estar apagado e sem graça. E neste dia de inverno qual eu não teria direito a trovões e raios, afinal, duvido muito que se quer uma gota caísse do céu, e olhando para este, passou a manhã, onde discursos de História do Brasil e Geografia cartográfica passaram do mesmo modo que todo o resto, sem graça. Mesmo que me falassem de revoluções e mapas ingleses, pouco importava, o dia estava predestinado a ter risquinhos na mesa com mais atenção de minha parte do que a matéria lida. Certo, talvez caísse no vestibular, mas quem conseguiria prestar atenção em algo em um dia como este?
Sabia que eu não, e assim dedilhando os dedos sobre a carteira finalmente escuto o sinal, me preparou para sair, porém em ritmo lento, o resto do dia seria de igual monotonia que não merecia tanta euforia como os de outros alunos que observo.
Jogo a bolsa roxa com zíper verde limão para trás, nem ela parecia ter uma cor excepcional naquela manhã, talvez mudasse para uma rosa choque ou quem sabe laranja? E assim, foram-se formando os pensamentos até minha casa, era certo, aquilo não estava com cara de voltas as aulas, estava? Cadê, toda aquela saudade dos amigos, noticias para contar? Mas não, naquele dia todos estavam mais interessados em dormir, não os culpava, também faria isto, mas parece que como culpa de um dia sem grandes euforias, nem se quer o sono me era permitido, coisas equilibradas demais... Sempre odiei tanto isto!
Para minha nada surpresa, o almoço não estava nem insosso nem salgado, e certamente também não causava grandes emoções. Se o dia, como eu realmente achava estivesse por fim do mesmo modo de agora, compraria chocolates, não era possível que eles não causassem nada!
Os minutos passaram, tinha que pegar o ônibus, trabalhar... Sim, erros da vida, a infância passa rápido e então como preparação dos erros, vem a idade quase adulta, a dita adolescência, onde alegam ter descobertas sendo portanto a melhor época da vida. Sei que acharei isto quando crescer, ou até mesmo amanhã, se o céu me proporcionar dias com mais sensibilidade de vida, mas por hoje ouso discordar com a certeza de um filosofo.
O caminho até o ponto é rápido, onde tenho certeza que minha atenção talvez estivesse nos formatos dos paralelepípedos da rua, ou nos bancos acinzentados qual pareciam totalmente proporcionais ao dia, mas não poderia confirmar com certeza, era pensamentos rápidos e sem graças demais.
Vi então o automóvel se aproximar, incrivelmente, nada de lotações, ele estava nem cheio nem vazio, aqueles que parecem ter lugares exatos para todos se sentarem e não causarem nenhum nervoso ou alegria, apenas aceitável, afinal realmente era assim para ser, mas não estamos acostumados com “era para ser assim” e certamente um ou dois sorrisos surpresos seriam encontrados, mas não o meu, este parecia estar do mesmo modo, com um ar sereno e sem pensamentos, típico defeito de pessoas aluadas, mas nem isto talvez eu aparentasse.
Passei a catraca e vi os lugares, como suposto mais três, e incrivelmente duas pessoas atrás de mim, irônico não? Não, não seria! Ironia é algo que não combinaria com estes dias, dias “cheio de não-ironias”.
Escolhi mentalmente um banco qualquer, abro a bolsa e vejo o MP3, coloco o fone no ouvido e vejo as paisagens, cinzas... Alguma surpresa?
Sim, teria, já que logo depois, ao encarar meu companheiro, constato que era comum encontrá-lo todos os dias por ali, onde no máximo dávamos sorrisos de boa tarde, típicos como beber água, e voltávamos nossa atenção a coisas sem importância como o capitulo da novela que nunca assistimos.
Mas naquele dia sem surpresas e intensas sensações, ele apenas levantou os olhos, eram cinzas, tão cinzas quanto o dia, mas incrivelmente não me deram sensações de náuseas como tudo até agora, pelo contrário, foram um portal para o sorriso dele que em falas simples me indicou o céu, naquele timbre normal já acostumado a mim pelos cumprimentos, mas naquele dia com intenso destaque.
Dizia para ver o céu em vez ao cinza das estradas, sim concordávamos, afinal o cinza do chão poderia ser sem graça e ainda por cima dar zonzeiras pela velocidade, mas não o céu, afinal, o céu que eu tanto desprezei pelo dia encarando apenas o cinza rotineiro, agora me dava sensações esquisitas ao lembrar da voz do garoto de cabelos castanhos... Tão normais, tão típicos... Mas tão diferentes naquele momento. E assim, ao ver que em conversas totalmente típicas e sem algum sentido completo, chegamos ao ponto final, ambos descemos, mas desta vez, ao contrário de todos os dias e talvez uma surpresa em um dia sem surpresas, foi ele se virar com os mesmos olhos e se direcionar a mim.
_Até amanhã...
Que pouco importasse os dias sem graças, certamente, mesmo com todas as provas acinzentadas, aquele não era um desses dias.

 
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