Chuva e graos de areia.

19 de março de 2008


"Ela estava confusa, não teria como não estar, eram tantas coisas que aconteciam juntas, talvez o milagre de ser jovem o bastante para novas descobertas nem sempre tivesse apenas o lado bom, mas era certo, ela concluiu, NADA tinha apenas lados bons. Tudo parecia aos poucos caindo por entre seus dedos como areia, como se fosse pequenas partículas de areia, que fossem tão delicadas e frágeis que escorregavam por entre seus dedos sem ela ao menos notar. E quando notava, era sempre tudo junto, quando já tinha caído muitos "Grãos" de suas mãos e esta já estava vazia.
Os dias pareciam cada vez passarem mais rápidos e a angustia de ver o tempo passando e "nada" acontecendo a deixava fora de si, era como se mil agulhadas lhe aprofundassem o coração.. "O que faço " Que rumo tomo?" " Que decisão chego?"... Nada! Era sempre nisto que terminava as respostas junto a lagrimas e mais angustias e perguntas.
Todas as decisões levavam a outras decisões e o simples fato de não fazer decisões já eram decisões?!
Sabia que não poderia fugir para sempre, sabia que mais uma vez quando olhasse já teria muita coisa passado, afinal o dia de 24 horas pareciam ao mesmo tempo, correr tão rápido e ter a capacidade de ser "tanto tempo".
Mas não, hoje ela não deixaria lagrimas caírem sobre os olhos amendoados, hoje ela não se entregaria e nem apenas imploraria por uma ajuda superior, hoje ela não se inclinaria sobre a janela vendo a vida passar e nem dormiria para que não pensasse em mais nada. Hoje ela apenas usaria de suas armas, ela apenas pegaria o guarda-chuva ao canto do maleiro como a mais imponente espada, colocaria a toca quente sobre a cabeça como uma armadura e sairia na chuva, hoje ela apenas em meio ao temporal, e ainda sim, depois, jogaria tudo ao ar e dançaria deixando que tudo que lhe afligisse fosse embora por aquele perfeito momentos que para ela, naquele instante, valeriam toda a sua existência, mesmo sabendo que na semana seguinte ou até no próximo dia, viraria talvez uma lembrança boa e nada mais, que as aflições voltariam... Mas naquele momento, ela sentia a gota gelada da chuva em seu rosto, sentia como se sua alma fosse lavada, não mais fugia da chuva... E por fim, sentiu o céu se abrir e os primeiros raios de luz do sol a tocarem sua pele alva, não havia mais chuva, não havia mais trovões e o ficar trancada dentro de casa para não se molhar... Já estava ensopada! Sim, mas foi ela antes de todos que estavam trancafiados em suas casas, que viu o sair do sol e a luz finalmente se fazer presente.”
P.C.

6 Comentários:

Anônimo disse...

Mto criativo seu blog gostei de verdade!!!!!
E quanto aos ovos de pascoa obrigado pela força, estou com mto desejo de comer chocolate!!!!! rsrs

boa noite*

• A l i n e x) disse...

Oi :D
Eu adorei aqui, sério mesmo!
Você escreve muuuito bem.

Eu estou analisando uma mudança no meu blog, mas isso vai levar um tempinho.

Continue escrevendo!

Eu vou voltar também :)

Beeijos

Marina disse...

Olá!
Cá estou eu aqui de novo. Concordo com seu texto, as vezes é só um banho de chuva pra arrumar as coisas mesmo. No momento estou precisando de um...

Boa Páscoa!

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Julienni Lima disse...

'e nem dormiria para não pensar em nada'
Forte isso!
.
Adorei a maneira como escreve.
Obrigada pela vista e sim, sem dúvidas voltarei mais vezes!!
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Ah, estou te linkando, caso tenha algum problema é só falar. ;)

http://alemdaembalagem.blog.terra.com.br/

@aylacarolina disse...

vs qe escreveeeu ?
qe liindo meew
ameei ♥

beiijos

Leandro Mayfair disse...

Nhá. q lírico o texto, mto poético e doce. agradável de se ler. Apesar de todas as aflições femininas, as mulheres devem sempre se mostrar fortes e firmes como uma rocha que são. lindo. adorei.

bj.

 
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