7 de agosto de 2008
"Tinha as janelas, eram brancas e de madeira, continha a pequena bancada a frente que daria ótimo lugar para as flores azuis e acima do segundo andar estava, não precisava ver mais nada, era como um expresso recado afirmando que era a casa perfeita. A vista era para um pequeno farol, em uma cidade pequena, o homem de face enrugada contraiu a testa, avisava com sua voz roca que teriam barulho demais durante a noite, mas a filha não o escutou, e sendo a primeira casa entre as variadas que visitaram incansavelmente durante o mês que ela gostara, optou em apertar a mão do homem que sorria contente pela venda, fazia certo tempo que a casa estava vazia, coisas tolas... Era o que o homem dizia.
Passando a mão agilmente pelos cabelos da filha lhe concluiu a resposta, que em sorrisos satisfeitos corria por entre o chão de madeira que logo começava com seus rangeres, mas não, aquilo não tinha importância para a menina de longas tranças loiras.
Rapidamente desciam as escadas e o vendedor apenas lhe deixava as chaves, poderiam que se mudar quando quisessem e assim rapidamente o fizeram.
As cortinas mudaram de cor, era preferível um tom mais claro, as paredes ainda continham o branco envelhecido, talvez se sobrasse dinheiro no fim do ano, quem sabe concluiriam a reforma da casa, que recebeu os móveis e a decoração bagunçada que apenas uma criança poderia proporcionar e que a mulher de grosso avental já manchado pela calda de chocolate das panquecas que se podia sentir o aroma, corria atrás tentando manter a ordem, concordara com a compra da casa, ver o rosto da filha todas as vezes que se sentava naquela mesma janela que a encantara de inicio e ver o sorriso que na face da menina se transformara era completamente recompensador, mesmo com alguns problemas na energia da casa, aquelas lâmpadas piscavam demais. Quem sabe depois da pintura trocassem a fiação, esperanças... Era tudo que precisavam e a menina os dava com seus rodopios alegres em seu quarto, e foi nestes rodopios sozinha durante uma brincadeira que ela subiu as escadas de seu quarto e chegou ao segundo andar, encarou sua janela, estava aberta, foi a direção desta, se equilibrando por entre a parede para poder ver abaixo onde um carrinho de sorvete passava chamando as crianças, mas a janela foi fechada subitamente, o que assustou a garotinha se distanciando, deveria ser o vento... E assim, logo vendo a noite se aproximar, após o jantar se aninhou sobre os cobertores vendo a mãe lhe contar um conto, era um de príncipes e princesas, os mesmos contos que a menina tanto gostava, motivo estes até mesmo ter escolhido a tal casa de janelas brancas, e assim antes mesmo de terminar a menina já dormia tranquilamente e sobre um beijo de boa noite a mulher deixou a criança.
Os trovões deram um ar sombrio, e os galhos de uma das arvores resistentes a urbanização da pequena cidade batiam na janela, não era preciso muito, assim a garotinha já despertava com os olhos arregalados, mas mal poderia acreditar, quando ao encarar sua amada janela havia uma garota, de uns quinze anos, com cabelos encaracolados lhe sorriu.
_Relaxe.. São só trovões.
_Quem é você?
_Não importa mais.. _Ela se levantou e caminhou em direção da menina, o que fez a pequena se apertar entre o cobertor, mas a menina apenas sorriu angelicalmente, e lhe explicou claramente que os tais motivos bobos eram que ela havia morrido ali, de uma forma em puro eufemismo qual a garotinha não se assustou e que desde então, quem tentava comprar a casa acabava desistindo, ou por não se sentir bem ali ou simplesmente por alguns “probleminhas da casa”.
_Mas por que ta me dizendo isto? Quer que eu vá embora?
_Não! Ai que está... Finalmente vou embora e alguém precisa estar aqui.
A menina não entendia, deveria ser um sonho e sim, ela realmente acreditaria que havia sido apenas isto quando acordasse, um sonho bom que tivera na infância, mas ainda sim, sempre se lembraria da resposta da garota quando ela perguntara porque ela podia ficar.
_Estava esperando alguém que acreditasse... Em janelas brancas de princesa... Em contos de fada! "
Passando a mão agilmente pelos cabelos da filha lhe concluiu a resposta, que em sorrisos satisfeitos corria por entre o chão de madeira que logo começava com seus rangeres, mas não, aquilo não tinha importância para a menina de longas tranças loiras.
Rapidamente desciam as escadas e o vendedor apenas lhe deixava as chaves, poderiam que se mudar quando quisessem e assim rapidamente o fizeram.
As cortinas mudaram de cor, era preferível um tom mais claro, as paredes ainda continham o branco envelhecido, talvez se sobrasse dinheiro no fim do ano, quem sabe concluiriam a reforma da casa, que recebeu os móveis e a decoração bagunçada que apenas uma criança poderia proporcionar e que a mulher de grosso avental já manchado pela calda de chocolate das panquecas que se podia sentir o aroma, corria atrás tentando manter a ordem, concordara com a compra da casa, ver o rosto da filha todas as vezes que se sentava naquela mesma janela que a encantara de inicio e ver o sorriso que na face da menina se transformara era completamente recompensador, mesmo com alguns problemas na energia da casa, aquelas lâmpadas piscavam demais. Quem sabe depois da pintura trocassem a fiação, esperanças... Era tudo que precisavam e a menina os dava com seus rodopios alegres em seu quarto, e foi nestes rodopios sozinha durante uma brincadeira que ela subiu as escadas de seu quarto e chegou ao segundo andar, encarou sua janela, estava aberta, foi a direção desta, se equilibrando por entre a parede para poder ver abaixo onde um carrinho de sorvete passava chamando as crianças, mas a janela foi fechada subitamente, o que assustou a garotinha se distanciando, deveria ser o vento... E assim, logo vendo a noite se aproximar, após o jantar se aninhou sobre os cobertores vendo a mãe lhe contar um conto, era um de príncipes e princesas, os mesmos contos que a menina tanto gostava, motivo estes até mesmo ter escolhido a tal casa de janelas brancas, e assim antes mesmo de terminar a menina já dormia tranquilamente e sobre um beijo de boa noite a mulher deixou a criança.
Os trovões deram um ar sombrio, e os galhos de uma das arvores resistentes a urbanização da pequena cidade batiam na janela, não era preciso muito, assim a garotinha já despertava com os olhos arregalados, mas mal poderia acreditar, quando ao encarar sua amada janela havia uma garota, de uns quinze anos, com cabelos encaracolados lhe sorriu.
_Relaxe.. São só trovões.
_Quem é você?
_Não importa mais.. _Ela se levantou e caminhou em direção da menina, o que fez a pequena se apertar entre o cobertor, mas a menina apenas sorriu angelicalmente, e lhe explicou claramente que os tais motivos bobos eram que ela havia morrido ali, de uma forma em puro eufemismo qual a garotinha não se assustou e que desde então, quem tentava comprar a casa acabava desistindo, ou por não se sentir bem ali ou simplesmente por alguns “probleminhas da casa”.
_Mas por que ta me dizendo isto? Quer que eu vá embora?
_Não! Ai que está... Finalmente vou embora e alguém precisa estar aqui.
A menina não entendia, deveria ser um sonho e sim, ela realmente acreditaria que havia sido apenas isto quando acordasse, um sonho bom que tivera na infância, mas ainda sim, sempre se lembraria da resposta da garota quando ela perguntara porque ela podia ficar.
_Estava esperando alguém que acreditasse... Em janelas brancas de princesa... Em contos de fada! "

3 Comentários:
como deixar um texto seu sem comentario? isos é um crime literario menina pandora.
sabe acho que a caixa que abristes deixaste uma cois amai sque a esperança presa.. prendestes tb meus sonhos.. sabe a janela de meu quarto não é branca e nem sinto a voz de meu pai, menos o carinho dele, mas lhe digo que pelo que pude sonhar no seu texto a menina que estava de pé chamava consciencia com um pouco paradoxal de fada.
obrigado por fazer esse pobre não tão nobre ler e sonhar.
beijos.. ahh apareça senti sua falta.
Como te encontrar?
bem.. não sei se deverias..
mas aqui está meu msn.
em um lugar improprio para msns.
bem como diria o poeta em um de seus pseudonimos.
" tudo vale a pena se a alma n é pequena"
espero não ter diminuido minha alma com isso.
henryzephyrus@hotmail.com.
espero te p conversas em madrugadas como essa.
beijos pandora, detentora da esperança.
ah.. te coloquei como preferidos.
Vc merece.
veja no fundo abaixo de minha enquete.
beijos
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