8 de outubro de 2010
Não escrevia bem. Era péssima em rascunhar textos bonitos, piadas bem montadas ou dissertações argumentativas que persuadissem o leitor, assim, apenas se contentava em contar histórias subjetivas e criar projetos inacabáveis.
Falava por personagens e estes tentavam explicar cada ponto da confusão de sentimentos, razões, intrigas, existencialismos e políticas que governam a mente humana. Humana? Considerou-se uma e escreveu sobre eles, só não podia imaginar que soubesse tão pouco, ou que, mesmo assim, em desilusões e até incredulidades, ela ainda quisesse poder confiar cegamente neles.
Mais fácil seria viver apenas nas ficções, no entanto, nelas não existiam a realidade inexorável de uma vida acontecendo, seja do mendigo doutor do viaduto central ou da velhinha amarga que perdeu o homem que amava.
Assim, ela realmente não conhece os homens e as mulheres, não entendo para onde vão e nem por que aqui estão, na verdade, em sua brincadeira de antropóloga, perdida entre ficções e realidades, decidiu que uma vida inteira não é suficiente para saber de nada e que tão pouco ira desistir. porém, não importa, afinal, acima de tudo, ela apenas conta histórias...
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