ANITA

4 de janeiro de 2011

[...]
Parecia um demônio em forma de menina ali parada sobre o alpendre da janela. O cabelo loiro, curto da forma brusca, caia sobre a nuca onde a pequena mão massageava agora. Os olhos intensamente castanhos me encaravam perigosamente e como se sentindo no poder das três silabas 'pe-ri-go’ ela abriu os lábios como se para pronunciá-los, mas não, apenas dava destaque aos seus lábios que mesmo sem maquiagem pareciam tentadoramente vermelhos, era de propósito.


_Sem sono?

Como poderia dormir? - Quis dizer, mas apenas fiquei quieto enquanto sem me obedecer meus olhos passearam por aquele corpo, desde o esmalte do pé em rosa choque até as formas pequenas embaixo da camisola esfarrapada de flanela que ela usava. O volume cresceu entre minhas pernas, era extremamente constrangedor, mas ela apenas sorriu pelo canto da boca fazendo aquelas covinhas que eu tanto amava, não, que eu tanto aspirava ver mais uma vez a cada vez que elas ousavam se desfazer na bochecha rosada. Dei mais um passo e levantei o livro sobre a mesa.

_Vim pegar...

Ela levantou as pernas as prendendo junto aos braços e me dando uma visão quase completa do tecido azul entre suas pernas.

_Odeio quando mentem pra mim.

Soltei um riso nervoso enquanto ela encarava os joelhos despretensiosamente.

_Não estou mentindo Anita, perdi o sono e vim ler.

Era a desculpa que eu havia inventado para mim mesmo afinal. Sua mão deslizou pela perna e eu a segui involuntariamente, ela riu vitoriosa.

_Pare de provocar Blake.

_Ual, finalmente decidiu enxergar e ser sincero? Pensei que fosse incapaz igual tua ex-mulher.

Me adiantei como um animal segurando a boca dela na palma de minha mão, sem ao menos raciocinar que era Anita que cuidava tão bem de Julia, era apenas uma tática, de uma forma de eu reagir e sim, de estar o mais próximo quanto eu jamais estaria de outra forma. Seu rosto era altivo mesmo parecendo que esperava por outra coisa quando soltei sua boca.

_Vai me bater?

Acompanhei com os olhos a feiticeira. Era isto? Eu nunca seria capaz, não é? Também não me via capaz de deslizar as mãos pela pele quente da nuca para as costas dela, no entanto, assim o fiz. As covinhas brotaram ao que ela pôs uma perna de cada lado do meu quadril.

_Vai esperar quando tempo ainda?

Eu realmente não sabia o quanto agüentaria...

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