21 de março de 2008
“Sentou-se na frente do computador, não sabia bem o que escrever, parecia que toda vez que o ligava e apertava com um delicado ‘click’ o ícone do Word, todas as idéias que lhe tiraram o sono durante toda a madrugada simplesmente sumiam. Tudo se misturava e os sentimentos não se compreendiam entre si.
Nunca foi muito boa com palavras nem com sentimentos, tudo é confuso demais para ser entendido, e realmente o ‘não entender’ para a menina parecia ser mais complicado do que não respirar.
Ter tudo em suas mãos, não perder o sentido de nada e não deixar que tudo fosse em vão, mas naquele momento era necessário. Era necessário esquecer-se de tudo e apenas se entregar.
Deixaria imaginação falar mais alto e os sentimentos fluírem, o coração comandar e não a cabeça e sua mania hipócrita de tentar governar a própria vida. Completaria com a imagem do sorvete dividido, com as risadas e conversas de quando estavam abraçados, das lagrimas que foram derramadas durante a madrugada e os anseios e duvidas que já haviam martelado em sua mente, os apelos desta implorando para não se entregar a sentimentos que só a fariam mal, e isso até a emoção concordava.
Completaria com o desejo que tudo se resolvesse e um fim, uma resolução concreta e racional fosse tomada, mas era em vão.
Naquele momento não pensava mais com a cabeça, não pensava mais em quanto sofreria e o que seria de sua vida, o que ele estaria fazendo, se era certo estar ali, ou então, apenas cômodo.
Era preciso uma história, era preciso os sorrisos e lagrimas que ela traria e a certeza concreta que ela fora bem feita, necessitava disso e isso ela já não tinha.
Naquele momento os dedos apertaram algumas teclas, e rapidamente estava feita a carta que tanto lhe afligira durante um bom tempo.
Estava tudo, as duvidam, os anseios, os medos, as interrogações e exclamações. Estava ali a saudade, bem querer e a certeza, nada fora em vão.
Fora a pessoas que mais amou e a que nunca esqueceria, mas era hora de partir antes que se machucasse ainda mais e terminasse apenas com desilusões.
O coração doía e como em tempos não acontecia, uma lagrima escorrera sem sua face morena, os olhos amendoados estavam marejados e a duvida era concreta.
O dedo apenas foi a tecla superior e rapidamente todas as linhas foram apagadas, não, não era hora daquilo.
Desligou a caixa de metal, juntamente como desligava sua mente, caminhou até a cama repleta de ursos de pelúcia e sonhos de uma infância, pegou um papel qualquer em meio á bagunça localizada na sua desarrumação juvenil.
A mão tremia e o coração se dispara, odiava este sentimento, odiava sentimentos em si, ser tão tola e emotiva só dava razão a sua razão para ser tão forte e comandá-la.
A caneta fez seu caminho e apenas poucas palavras ali se encontravam, dependendo da letra, talvez em uma ou duas linhas coubessem.
“Perdoe-me, é hora de dizer Adeus . Vou ser feliz ... Seja você também.
De alguém que te amou! - ...”
Pronto não havia mais o que fazer, junto aquela carta ‘tudo’ havia se acabado, mas não desistiria assim, seria feliz, custe o que custasse.
A dor passaria sua razão lhe dizia e pela primeira vez a emoção parecia concordar, juntas mostravam a ela, que para ambos, tudo começaria agora, era só uma questão de tempo, tempo e coração... Mas também lhe diziam que podia sofrer agora e que ainda não estava pronta para ver o lado real da coisa, podia chorar e se lamentar, uma hora isto passaria, mas naquele instante aconselhavam... Não é melhor agora, um bom chocolate?.” - P.C.
Nunca foi muito boa com palavras nem com sentimentos, tudo é confuso demais para ser entendido, e realmente o ‘não entender’ para a menina parecia ser mais complicado do que não respirar.
Ter tudo em suas mãos, não perder o sentido de nada e não deixar que tudo fosse em vão, mas naquele momento era necessário. Era necessário esquecer-se de tudo e apenas se entregar.
Deixaria imaginação falar mais alto e os sentimentos fluírem, o coração comandar e não a cabeça e sua mania hipócrita de tentar governar a própria vida. Completaria com a imagem do sorvete dividido, com as risadas e conversas de quando estavam abraçados, das lagrimas que foram derramadas durante a madrugada e os anseios e duvidas que já haviam martelado em sua mente, os apelos desta implorando para não se entregar a sentimentos que só a fariam mal, e isso até a emoção concordava.
Completaria com o desejo que tudo se resolvesse e um fim, uma resolução concreta e racional fosse tomada, mas era em vão.
Naquele momento não pensava mais com a cabeça, não pensava mais em quanto sofreria e o que seria de sua vida, o que ele estaria fazendo, se era certo estar ali, ou então, apenas cômodo.
Era preciso uma história, era preciso os sorrisos e lagrimas que ela traria e a certeza concreta que ela fora bem feita, necessitava disso e isso ela já não tinha.
Naquele momento os dedos apertaram algumas teclas, e rapidamente estava feita a carta que tanto lhe afligira durante um bom tempo.
Estava tudo, as duvidam, os anseios, os medos, as interrogações e exclamações. Estava ali a saudade, bem querer e a certeza, nada fora em vão.
Fora a pessoas que mais amou e a que nunca esqueceria, mas era hora de partir antes que se machucasse ainda mais e terminasse apenas com desilusões.
O coração doía e como em tempos não acontecia, uma lagrima escorrera sem sua face morena, os olhos amendoados estavam marejados e a duvida era concreta.
O dedo apenas foi a tecla superior e rapidamente todas as linhas foram apagadas, não, não era hora daquilo.
Desligou a caixa de metal, juntamente como desligava sua mente, caminhou até a cama repleta de ursos de pelúcia e sonhos de uma infância, pegou um papel qualquer em meio á bagunça localizada na sua desarrumação juvenil.
A mão tremia e o coração se dispara, odiava este sentimento, odiava sentimentos em si, ser tão tola e emotiva só dava razão a sua razão para ser tão forte e comandá-la.
A caneta fez seu caminho e apenas poucas palavras ali se encontravam, dependendo da letra, talvez em uma ou duas linhas coubessem.
“Perdoe-me, é hora de dizer Adeus . Vou ser feliz ... Seja você também.
De alguém que te amou! - ...”
Pronto não havia mais o que fazer, junto aquela carta ‘tudo’ havia se acabado, mas não desistiria assim, seria feliz, custe o que custasse.
A dor passaria sua razão lhe dizia e pela primeira vez a emoção parecia concordar, juntas mostravam a ela, que para ambos, tudo começaria agora, era só uma questão de tempo, tempo e coração... Mas também lhe diziam que podia sofrer agora e que ainda não estava pronta para ver o lado real da coisa, podia chorar e se lamentar, uma hora isto passaria, mas naquele instante aconselhavam... Não é melhor agora, um bom chocolate?.” - P.C.

4 Comentários:
Que texto bonito, adorei.
Eu tenho problemas de ficar imaginando coisas para escrever e quando abro o 'bloco de notas' todas as idéias evaporam...
Vou repetir o que disse antes, você escreve muito bem!
Beeijos
Oi moça...
quero te agradecer pela visita e pelo seu comentário...principalmente depois q vi q vc não é mt de comentar e tal...
Mas olha...adorei seu jeito de escrever tb, é bem o meu estilo...sem dúvida voltarei sempre aqui e vou te linkar ok??...
bjos e volte sempre!
ps. amei o layout do seu blog..mt lindo.
bjos
b.
Olá novamente moça....tem um meme pra você em meu blog ok??
Um bjão
ótima semana...
B.
Venho aqui pra te fazer um convite....estou tentando dar andamento á um projeto, ele é um blog destinado à divulgar textos de de blogueiros, logicamente com os devidos créditos. Como eu simplismente adoro seu blog, eu gostaria de saber se não quer se tornar um dos postadores oficiais do blog. Funciona assim, sempre que tiver um texto que você goste, vc entra em contato comigo e eu postarei seu texto, ou quando eu leio um post seu que eu ache legal, te pergunto se posso postar. Mas tudo com os créditos e endereço de blog, sua foto, tudo direitinho....Topas?
Bjos
Ah...Responda no blog:
www.blogsqueinspiram.blogspot.com
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