Papel no cesto.

7 de abril de 2010

Tinha que mudar o que eu, propositalmente, mostrava ser; afinal, isto já não me bastava. Criei formulas inexistentes do que poderia ter sido, mas já, de um todo, não importa mais. Afinal, futurologia do passado basta os sonhos que de madrugada não posso controlar. E bom, o colegial acabou, sai do jogo de interpretações de mascaras reais, ilesa. Ou quase isto. Talvez nada disto.


Sei que acordo cedo, tomo um cereal de péssimo gosto para que a consciência agüente o fracasso de se importar com a opinião alheia do desconhecido na rua, trabalho no automático em uma empresa de números e contas borrados pelo governo e usurpadas pelo mesmo, mas isto não me preenche a cabeça vazia de caraminholas e, assim, risco palavras no papel. Sou escritora de ficções mentais e suspiros, também eles e elas me escapam no resto do dia, assim como você.

No final, não espero que apareça hoje, nem mesmo a esperança, vou destruí-la de uma vez por todas com fogo e gelo, e talvez lágrimas secas. Caso-me comigo mesmo neste dia, e esteja claro, a quem quiser ouvir e também a quem não quer, vou tentar ser feliz. Talvez, acreditem só, eu até consiga. Caso não, peço desquite.

Ora, ora, não faz qualquer sentido isto, mas tudo bem, não precisava fazer mesmo. Deixo o café sobre a mesa e me levanto. Pego e jogo fora o papel como uma bolinha no cesto ao lado, ele é prateado e vazio, não tem porque guarda-lo, o papel. Afinal, querendo ou não, basicamente e certamente não, só queria mesmo era escrever. O resto, sempre, é só isto, resto.

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