sobre terapia e um copo de açúcar

13 de setembro de 2022

Toquei em assuntos delicados demais sem relar neles. Tentei fugir como faço bem. A fuga atualmente cai em um outro assunto que escapei por tempo demais.

Parece que desde que comecei a abrir a caixa de pandora tudo escapou de uma vez só e o consciente pede correção monetária.
Eu crio significado de tudo ou repente tudo tem sentido? Parece filosófico demais até mesmo pensar isso.
Penso que assuntos focais precisam ser tratados então sei que preciso continuar. Preciso ver se isso vai me libertar ou afogar de vez. Terapia é uma sessão de 30 minutos que repercute 10050 minutos restantes. Eu depois de anos pisando em ovos e mostrando apenas as verdades que queria que vissem, _ ou seja, mentiras ou ocultações da verdade, dependendo do locutor - tenho um panorama claro demais quando decido ver o que deixei de dizer e ver durante tanto tempo. A claridade, no entanto, as vezes trás o reflexo de tampar os olhos. Luz demais incomoda. O escuro também.
Eu continuo falando em metáforas porque não posso dizer claramente o que dói ou é apenas como o meu eu lírico utiliza para se expressar?
Conforta por no papel, na tela, no branco. Então por hora deve bastar. 
Mexi no vespeiro e recorro a um copo de água com açúcar. Já tomou? Tem um gosto terrível. Só acredito que acalme quando é outra pessoa que te oferece. Não pela glicemia, mas pelo cuidado. Tome isso, vai melhorar. Tome isso, estou aqui preocupada o suficiente para te dar um copo com duas colheres de açúcar para que se sinta melhor. Estou aqui. 
O copo de açúcar não vem. Se ninguém vê você desabar, ninguém vem a seu socorro. Estou aqui tentando fazer esse papel então. Levanto, respiro, pego um copo de água e duas colheres de açúcar. O gosto é terrível, mas pelo menos estou tentando tomar.


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